"A convicção dos analistas é que o Mobile Banking ganhe popularidade e aceitação. Os clientes descobrem a utilidade deste serviço, aliada à segurança da plataforma e a conveniência de um acesso fácil e intuitivo nas 24 horas do dia."
Depois do sms Banking, pioneiro em Portugal por obra do Millennium BCP e da Movensis, um ‘Mobile Banking’ mais sério e recorrendo às capacidades gráficas de todos os telemóveis actuais começa a ser uma preocupação da Banca Portuguesa em antevisão da consolidação de um novo canal bancário. Ganham notoriedade os projectos ainda tímidos de alguns bancos na área das consultas, bem como o projecto de pagamentos móveis a ser desenvolvido pela Movensis para a Caixa Geral de Depósitos.
Lá por fora as transacções bancárias e recorrendo a dispositivos móveis ganharam a aceitação dos consumidores. De acordo com levantamentos de consultoras internacionais – 4º trimestre de 2010 / mercado EUA - quase 20% dos clientes realizaram operações bancárias num telemóvel. Comparando este valor com pouco menos de 10% (valor de meados de 2009) podemos concluir que este canal se encontra em crescimento acentuado, conquistando o seu espaço pela criação de novos serviços que lhe são adequados e pela subtração de utilizadores aos canais alternativos estabelecidos como o “Internet Banking”, balcões e ATMs.
Tendo como referência o mercado global, a consultora KPMG realizou o mesmo tipo de pesquisa em final de 2010. Foram inquiridas mais de 5.600 pessoas em 22 países e a conclusão foi semelhante.
Estes inquéritos revelaram que a faixa etária lider no uso de “Mobile Banking/Payments” é a de 16-24 anos, cifrando-se a respectiva penetração em perto de 33% dos consumidores. Entre todos os entrevistados dos que não tenham realizado operações bancárias através de um dispositivo móvel, um pouco mais da metade citaram a segurança e a privacidade como a principal razão da sua relutância. Em segundo lugar foi referido o ainda desconhecimento do canal “Mobile”.
O conforto do consumidor aumenta o índice de utilização
A convicção dos analistas é que o Mobile Banking ganhe popularidade e aceitação. Os clientes descobrem a utilidade deste serviço, aliada à segurança da plataforma e a conveniência de um acesso fácil e intuitivo nas 24 horas do dia. Para continuar a estimular a adopção, os bancos podem precisar de educar os consumidores sobre a segurança do ambiente Mobile Banking e promover a disponibilidade do canal que os ajudará a tornarem-se mais acessíveis e convenientes.
A Banca diminuirá – e muito – o custo por transacção móvel face ao custo de transacção idêntica noutro canal. Se somarmos este efeito à satisfação crescente dos clientes “Mobile” podemos advinhar uma vantagem competitiva que beneficiará os bancos “early adopters” desde que estejam preparados para esta nova vaga.
Outras conclusões sobre o mercado dos EUA (em 2010), revelam que os entrevistados que afirmaram sentirem-se confortáveis com seus telemóveis para transacções financeiras (consultas e pagamentos) cresceu para 16%, mais seis pontos que no início do ano. O número dos que não se sentem confortáveis com o uso de meios móveis declinou 55%, uma queda de 11 pontos no mesmo período. Existe uma predisposição ainda mais entusiasta por parte dos consumidores a nivel geográfico global onde aproximadamente um terço dos clientes bancários revelaram-se dispostos a fazerem transacções financeiras num dispositivo móvel.
Os clientes dos bancos demonstram estarem encaminhados para o conceito de"carteiras móveis ". Nestas, o telemóvel funcionará como um instrumento de pagamento e habilitador de transacções financeiras. Os bancos visionários encontram-se definitivamente comprometidos com uma estratégia de desenvolvimento de plataformas e interfaces que tornarão este conceito familiar para o consumidor.
Esta área de negócio tem sido alvo do interesse de muitas empresas com uma forte componente de Investigação e Desenvolvimento pela criação de novos processos e pelo desenvolvimento de software apropriado. A Movensis tem sido líder em Portugal nesta área, encontrando-se presentemente a implementar vários projectos de mobilidade em bancos portugueses e angolanos, bem como prestes a iniciar um novo projecto no Brasil.
