Qual o futuro?
"Fez assim 30 anos desde que foi lançado o primeiro computador portátil de produção em massa, e com ele se deu o início da revolução da mobilidade."
No dia 3 de Abril de 1981, na West Coast Computer Faire em São Francisco, a empresa "startup" Osborne Computer Corporation anunciou o computador Osborne 1. Pesava 11 quilos (o mesmo que dezoito iPad 2), tinha um ecrã CRT monocromático de cinco polegadas (pouco maior que o de um HTC Desire), um processador Z80 a 4MHz (idêntico aos dos GameBoy), 64Kb de RAM (o novo Samsung Galaxy S2 terá 1GB) e o preço de 1795 dólares (cerca de 3000 euros à data). Fez assim 30 anos que foi lançado o primeiro computador portátil de produção em massa, e com ele se deu o início da revolução da mobilidade.
Curiosamente, só passados quase 30 anos, a venda de portáteis ultrapassou a dos desktops comuns. No entanto, e para espanto de muitos, temos assistido à vertiginosa subida de vendas dos smartphones e dos tablets que, segundo um estudo elaborado recentemente pela Morgan Stanley, deverá ultrapassar já em 2012 o total de vendas combinado de desktops e laptops a nível mundial. O que podemos então esperar do futuro?
Segundo alguns especialistas, dentro de três a cinco anos a utilização de desktops será insignificante. O telemóvel irá ser o nosso dispositivo principal, sendo utilizado como computador, aparelho de comunicação, câmara, meio de entretenimento e até de pagamento. Gradualmente, tanto desktops como portáteis serão substítuidos por docking stations com um teclado e um monitor, onde ligaremos os telemóveis, sendo os nossos dados e programas armazenados e executados online a partir da Cloud (nuvens de computação).
Esta espiral de alterações, que se tem vindo a verificar nos últimos anos, obriga também a grandes mudanças a nível da criação de software, para mais eficazmente responder aos novos hábitos de mobilidade dos utilizadores. Assim, as empresas têm sentido uma grande necessidade de tornar as suas aplicações simples e intuitivas, sendo a usabilidade cada vez mais um dos factores cruciais para o sucesso de uma aplicação móvel. Neste campo, e dado que existem vários sistemas operativos em várias plataformas, bem como o acesso via web browser no computador ou no telemóvel, é fundamental a uniformização das funcionalidades e do interface gráfico de uma aplicação, para tornar a navegação similar independentemente do dispositivo de acesso.
Recentemente vimos o Facebook a tomar este passo, com o lançamento da nova versão mobile do seu website, para ir de encontro às necessidades dos seus 500 milhões de utilizadores. Independentemente de onde nos ligamos, a experiência de utilização é muito similar, não sendo necessária uma re-aprendizagem dependente do aparelho.
Em Portugal, estamos também a assistir a este esforço de melhoria da experiência de navegação dos utilizadores. Um destes exemplos vem das Páginas Amarelas, que conta com aplicações para iPhone e Android, bem como diferentes versões do site pai.pt para mobile e web.
Com o recente lançamento do seu novo website, que irá servir de base para a actualização e uniformização das suas plataformas móveis, será possível, entre outras funcionalidades, a pesquisa de empresas por proximidade de acordo com a localização geográfica do utilizador, independentemente da plataforma de acesso.
Estes últimos 30 anos foram o início da era da mobilidade, mas temos todos a sensação que ainda muito está por acontecer. Independentemente do dispositivo que utilizarmos daqui a 30 anos, uma certeza poderemos ter: será pensado e criado para vivermos ao máximo a nossa vida em movimento.
