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iPad 2: evolução ou desilusão?

O tablet que catapultou este formato para as primeiras páginas dos jornais e revistas está de regresso. Com o novo iPad 2 a Apple pretende continuar a estar na linha da frente e a fazer do seu iPad a referência que todos os outros tentam atingir.

 

Não podendo receber o título de inovador, a chegada do primeiro iPad ao mercado serviu de tiro de partida para uma revolução na forma como muitas pessoas interagiam com os “computadores”. Os tablets existem há mais de uma década, e há muito que prometiam facilitar a forma como lidávamos com eles. No entanto, apenas com a chegada do iPad começámos a ter um equipamento que conjugava todos os elementos necessários para que pudesse convencer o público: um interface fácil de utilizar, uma autonomia invejável e um preço aceitável.

 

Mesmo então, eram ainda muitos os que duvidam do seu futuro sucesso. Sucesso que rapidamente ficou garantido com milhões de unidades vendidas e logo seguido por inúmeros outros fabricantes, que se apressaram a desenvolver equipamentos semelhantes. Um ano depois, é tempo de vermos de que forma a Apple resolveu actualizar o seu iPad. A primeira diferença é que o iPad 2 tem um novo design. Está agora mais fino e elegante, sem descurar a qualidade de construção a que a Apple nos habituou. Outro factor que tinha sido alvo de duras críticas no iPad original foi também resolvido: a inexistência de câmaras. O novo iPad 2 vem equipado com duas câmaras: uma traseira capaz de gravar vídeo em Alta Definição, e uma câmara frontal que permite ao iPad juntar-se à família de dispositivos capaz de fazer videochamadas em FaceTime.

 

Escondido no seu interior, e à semelhança do que aconteceu no modelo anterior, o iPad 2 inaugura uma nova geração de processadores mais velozes. Se no primeiro iPad ficamos a conhecer o CPU A4, o iPad 2 apresenta-nos o A5, um CPU Dual Core que duplica a sua potência de processamento. Também a memória foi duplicada, passando para 512MB – cada vez mais necessários para manter mais Apps em memória – e a nível do desempenho gráfico, um novo GPU PowerVR que promete um desempenho nove vezes superior!

 

Se o anterior iPad era já uma referência a nível de fluidez de funcionamento, esta nova geração faz com que mexer num iPad se torne ainda mais agradável. Todas as operações são feitas de forma imediata, fazendo com que o iPad pareça adivinhar aquilo que desejamos fazer mesmo antes de tocarmos no ecrã. Ecrã esse que mantém a resolução de 1024 por 768 pixéis inalterada face ao modelo anterior, e que poderá frustrar um pouco aqueles que estiverem habituados a trabalhar com um iPhone 4 e o seu “retina display” de alta densidade. No entanto, os rumores que apontavam para que este iPad pudesse receber igual tratamento revelaram-se infundados, pelo que teremos que esperar por um futuro modelo para ver se tal se concretiza.

 

Fotos e Vídeo

Sendo uma das principais novidades do novo iPad, esperava-se que a Apple tivesse feito melhor. Mesmo não se pretendendo que um tablet possa ser usado como câmara fotográfica ou de vídeo, a qualidade das fotos captadas por ambas as câmaras do iPad 2 deixa muito a desejar.

 

Mesmo sendo capaz de gravar vídeo HD a 720p, a câmara traseira está limitada a uma resolução de 960x720 pixéis, enquanto que câmara frontal VGA (640x480) servirá apenas para efeitos de videochamadas FaceTime, ou “brincadeiras” com o PhotoBooth, que aplica efeitos especiais em tempo-real no que se estiver a ver.

 

Felizmente que em modo vídeo as limitações das câmaras passam a ser mais discretas, com a câmara traseira a ser suficiente para captar vídeo HD com qualidade razoável. Quando combinado com a App iMovie para a edição de vídeo, o iPad 2 torna-se numa poderosa ferramenta para fazer uns vídeos de forma rápida, onde quer que se esteja.

Curiosamente, no iPad é possível fazer-se zoom in/out e (pinch-to-zoom) quando se está a ver vídeos, à semelhança do que se faz com as fotos.

 

Mais na edição impressa nº 148

 

Por: Carlos Martins