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Motorola Xoom

Chegou o anti-iPad americano!

Desde o lançamento do iPad que os restantes fabricantes têm tentado encontrar um dispositivo capaz de lhe fazer frente. Com a chegada do Android Honeycomb, especificamente concebido para tablets, a revolução Android chega finalmente a estes equipamentos. Será isso suficiente para combater o domínio do tablet da Apple?

Por: Carlos Martins

 

Há mais de um ano que o nome tablet é invariavelmente associado a um único dispositivo, ao iPad da Apple. A Motorola, histórico “gigante” no segmento das telecomunicações mobile, e que tem vivido períodos difíceis, parece ter reencontrado uma fórmula ganhadora com a adopção do Android. Os seus Droids, embora não sejam muito conhecidos no mercado nacional, têm tido bastante sucesso nos Estados Unidos, e a empresa quer agora entrar no segmento dos tablets com este Xoom.

 

Sendo um dos primeiros tablets Android com Honeycomb a chegar ao mercado mundial, o Xoom não poupa nas especificações técnicas, com um poderoso Tegra 2 da NVIDIA a servir de base a um sistema que integra ainda 1GB de memória RAM, câmara de 5.0 MP com focagem automática e flash Dual LED, câmara frontal de 2.0 MP, Wi-Fi N, 3G (futuramente actualizável para 4G), e um ecrã de 10,1” com resolução de 1280 por 800 pixéis em formato 16:9, bem apropriado para os vídeos HD 720 que é capaz de gravar e reproduzir sem quaisquer problemas.

 

O Xoom está disponível nas versões Wi-Fi e 3G e com 16 ou 32GB de memória flash e, para além dos habituais sensores de luz e proximidade, tem também um giroscópio e um sensor bem mais incomum: um barómetro.

 

Se por um lado podemos apreciar a inclusão de mordomias como a saída HDMI, por outro lado somos surpreendidos por uma ficha USB que se revela incapaz de recarregar o tablet, obrigando à utilização de uma fonte de alimentação e uma outra ficha. Felizmente que a sua autonomia nos permite evitar o seu uso constante, com mais de 10 horas de uso contínuo, mas não deixa de parecer um detalhe que poderia ter sido alvo de maior atenção.

 

Quanto ao Android 3.0 Honeycomb, revela um enorme potencial, mas sofre ainda dos característicos problemas de juventude, contando ainda com poucas Apps que dele tirem partido. No entanto, o sinal é claro, o Android chegou aos tablets em força e daqui por um ano o panorama actual arrisca-se a ser bem diferente.

 

 

 

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