O uso de tablets está a fomentar novos hábitos de consumo. Cerca de 70 por cento dos consumidores acedem à Internet no tablet enquanto veem televisão, uma tendência que está a impulsionar o “comércio social”, seja através da procura de preços baixos, consulta de opiniões (reviews) ou até mesmo pela aquisição de produtos, conclui a OMG Consulting.
Os utilizadores de tablets apresentam uma goodwill relativamente à publicidade, nomeadamente na imprensa, onde é encarada como “relevante”, “única” e “interessante” por cerca de 46 por cento dos utilizadores inquiridos no âmbito do estudo publicado pelo WARC, de junho 2011. Nesse sentido, as marcas devem estar alertas para esta oportunidade, promovendo experiências interativas de cross-media que estabeleçam a ligação entre o que o consumidor vê e a procura que faz depois online, acrescenta a OMG Consulting.
Para cerca de 80 por cento dos utilizadores, os tablets constituem um complemento e não uma substituição do equipamento eletrónico que já possuem. Pela utilização intuitiva, velocidade e sobretudo pela portabilidade, os tablets preenchem uma necessidade de acesso mais fluido, menos disruptivo das atividades familiares ou até mesmo privilegiado, quando o contexto on-the-move não permite qualquer outra forma de acesso.
Ao proporcionar uma experiência de maior engagement, os tablets estão a mudar também a relação do consumidor com os media, impondo-se como ponto de acesso preferencial aos conteúdos. Consultar notícias, ver televisão ou filmes e ler revistas lideram o consumo de media nos tablets que ameaçam tornar-se o centro da experiência de entretenimento no lar onde, aliás, é efetuada a maior parte do consumo.
Em Portugal, segundo a consultora IDC, as vendas de tablets irão atingir as 322 mil unidades em 2011, registando um crescimento muito superior (813 por cento) ao do mercado mundial (300 por cento), em virtude da chegada tardia do iPad ao mercado português.
De acordo com o “Consumer Electronics Global Review”, um estudo publicado em dezembro 2011 pelo Euromonitor, estima-se que cerca de 164 milhões de tablets sejam vendidos em 2015, em resultado da previsível redução de preço, expansão das redes de dados móveis e disponibilidade de serviços na cloud.
O mercado dos tablets tem vindo a assumir uma relevância crescente no quotidiano dos consumidores que, tendencialmente, procuram maximizar a sua permanência online. Em contra ciclo com a economia, a crescente procura tem vindo a superar as expectativas mais otimistas. Só o iPad atingiu um milhão de vendas nos primeiros 28 dias, uma meta que demorou ao iPhone cerca de três meses a atingir, segundo dados da McKinsey.
