Depois dos testes individuais, decidimos comparar os três modelos vendidos pelos operadores nacionais com sistema operativo Android. Saiba qual o melhor!

Os operadores móveis nacionais Vodafone, TMN e Optimus estão na linha da frente no que diz respeito à oferta de terminais com sistema operativo Android, sendo que o operador com prefixo 96 já dispõe de dois modelos na sua oferta: o TMN A1 aqui testado e o TMN Soft Stone. Contudo, como nem todos os modelos oferecem as mesmas características e funcionalidades, decidimos que estava na altura de os colocar frente-a-frente, de forma a identificar todas essas diferenças e, no fundo, premiar aquele que melhor responde às exigências de um utilizador exigente. Desta forma, avaliámos não só as reais capacidades de cada um no que diz respeito à velocidade de resposta dos seus processadores, como também tivemos em conta a dimensão e sensibilidade do ecrã, a capacidade de armazenamento, os acessos à Internet móvel, as ferramentas multimédia e a facilidade de navegação através de GPS. Um destes modelos, no final, estará num patamar muito próximo do que podemos esperar de um terminal topo-de-gama. No entanto, estamos a falar de modelos que não ultrapassam os 199,90 euros!
Optimus Boston
Este modelo integra a versão 1.6 do sistema operativo Android, mas já se prevê a sua actualização para o mais recente 2.1 Eclair. Destaca-se dos restantes pela resolução da sua câmara com 5.0 MP.
Foi, na edição número 138 da zOOm i.t., o primeiro terminal com sistema operativo Android de um operador nacional que testámos. Como já é hábito nestas situações, os modelos aqui expostos são fabricados por marcas sem grande mercado no nosso país e este Boston foi desenvolvido pela Gigabyte.
Visualmente, foi um terminal que nos agradou bastante, com materiais agradáveis ao toque de onde destacamos o anel metálico que envolve todo o equipamento. Por baixo do ecrã multi-toque de 3,2" encontramos uma série de botões de atalho sensíveis ao toque e uma TrackBall muito funcional, quanto a nós uma das melhores formas de navegar por todos os menus da interface Android.
Quando comparado com os concorrentes em análise, refira-se que o Boston dispõe do processador mais rápido, um Qualcomm 7227 a 600MHz; da câmara fotográfica com maior resolução, com 5.0 megapixéis; e, tendo em conta todas as especificações (ver ficha), o que está melhor posicionado na relação qualidade/preço.
Vodafone 845
Além da habitual interface disponibilizada pelo Android, a Vodafone decidiu integrar a sua própria personalização, nomeadamente com ícones e menus de navegação, o que não nos agradou particularmente.
Começamos já pelo aspecto que menos nos agradou! O facto de, além da intuitiva interface da versão 2.1 do Android, a Vodafone decidir também personalizar o telefone com os seus ícones próprios, que normalmente encontramos em terminais exclusivos da marca, mesmo que de outras fabricantes. Não é que estes ícones sejam menos intuitivos que os da plataforma Android! Muito pelo contrário; quem já estiver habituado tem aqui uma mais-valia. Contudo, pensamos que a interface disponibilizada pelo sistema de raiz não necessita deste tipo de "embelezamentos"!
Noutra área, a do ecrã táctil, convenhamos que não é o mais apelativo deste pequeno frente-a-frente. Tem apenas 2,8 polegadas de diagonal e a sensibilidade ao toque é a mais fraca dos três modelos. Também não o aconselhamos a utilizadores que pretendam usar o telemóvel como dispositivo de navegação portátil. A dimensão do ecrã não é, de facto, perfeita para este tipo de utilização intensiva. É de salientar, no entanto, que estamos perante o terminal mais pequeno, com apenas dez centímetros de altura e pouco mais de cinco de largura, e esta pode ser uma característica que muitos têm como pré-requisito antes da compra de um novo smartphone (ver comparativo mini-smartphones nesta edição).
De destacar é também o preço deste Vodafone 845, o mais barato de todos os terminais, por apenas 134,90 euros. A conclusão a que chegámos é que este 845 será a escolha certa para quem se está a iniciar no manuseamento de terminais com Android. Contudo, não será o equipamento que aconselharíamos a um utilizador que necessite de um ecrã maior e pretenda, por exemplo, usar o telemóvel como sistema de navegação GPS dedicado.
TMN A1
A TMN é o operador que mais aposta na plataforma Android pois já tem dois modelos no seu portofólio de equipamentos. Este A1 destaca-se pelo seu ecrã táctil de 3,5 polegadas.
O modelo em destaque revelou-se o mais eficiente deste pequeno comparativo e fê-lo em diversas área de experimentação. Começamos logo pelo ecrã táctil de grandes dimensões, com 3,5 polegadas. Para quem utiliza o telemóvel em todo o tipo de tarefas, nomeadamente as de escritório como visualizar o e-mail ou documentos do Office, o tamanho do ecrã é quase sempre um requisito fundamental. Da mesma forma, utilizar o terminal como dispositivo de navegação portátil só é vantajoso se pudermos aproveitar a máxima dimensão do ecrã e, neste caso, as 3,5 polegadas adaptam-se perfeitamente. Nesta área, é de salientar ainda que este A1 vem acompanhado de uma licença vitalícia do software de navegação da portuguesa NDrive, com quem a TMN tem acordo de exclusividade no que diz respeito às redes móveis nacionais.
Na temática da navegação, mas na interface do próprio terminal, este A1 disponibiliza uma TrackBall muito funcional e que, tal como no terminal da Optimus, dinamiza todo o controlo das ferramentas e funcionalidades que o equipamento dispõe no sistema operativo Android, já com a mais recente versão 2.1 Eclair. Notámos, ao percorrer todos os menus e páginas iniciais, que a TMN tem apostado bastante no desenvolvimento das suas próprias aplicações. São exemplos as várias Apps do Sapo (Casa, Banca, Cinema, Sabores, etc.), o agregador de contas de redes sociais Pond, que junta Facebook e Twitter numa única aplicação, e o MEO Mobile, que faz o link directo para o serviço de televisão móvel deste operador através do MEO.
Tudo isto, claro está, é facilitado através de ligações à Internet rápidas com HSDPA a 7.2Mbps e Wi-Fi.
Mais na edição impressa nº140
Por: Valter Leandro