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Um “S” faz toda a diferença?

Em 2009, quando o iPhone 3G se transformou em iPhone 3GS, as críticas não foram tantas, até porque o novo modelo tinha bastantes novidades. Contudo, quando a Apple tentou repetir a graça em outubro de 2011, as coisas foram bem diferentes.

Por: Filipe Ramos


É verdade: o iPhone 4S está condenado a ser o melhor iPhone de sempre e o que, na primeira semana de pré-venda deu mais lucro à Apple. Um milhão de encomendas no espaço de pouco mais de uma semana faz deste modelo o mais bem sucedido da história dos iPhone. Por exemplo, o modelo 4 conseguiu “apenas” 600 mil ativações de pré-compra no mesmo período. A força da Apple, já sem Steve Jobs (faleceu um dia depois da keynote do 4S) parece não acabar com o desaparecimento do seu carismático líder, ainda que durante o evento de apresentação se tenha visto claramente que Tim Cook não tem, nem nunca podia ter, o carisma de Jobs.

 

Ações em queda

Quando toda a gente esperava (e suspirava) por um iPhone 5 e, sobretudo, por um design mais arrojado e menos conservador, a Apple trocou as voltas aos mercado e apresentou um telemóvelexatamente igual, por fora, ao modelo anterior. A designação ‘4S’ não convenceu e a prova está na queda de cerca de 5% nas ações da Apple, um mínimo registado a meio da keynote de Tim Cook. De facto, a empresa parece ter decidido apontar baterias para o anúncio de outro tipo de novidades, como o iCloud e o iOS5.

 

Mas não se pense que o novo iPhone 4S fica “coxo” em termos de funcionalidades, uma vez que, em relação ao interior há muito para contar: uma nova câmara com mais e melhores opções de fotografia e vídeo, processador mais rápido, mudanças nas antenas e um assistente de voz muito especial, o Siri.


Um assistente de voz especial e inteligente
Esta última característica é, porventura, a grande estrela no novo iPhone 4S. É que, com a possibilidade de interagirmos com o smartphone usando a voz e fazendo perguntas, a Apple eleva o nível do terminal a um patamar um pouco acima da concorrência. Embora não reconheça português (nem há previsões para que isso venha a acontecer), fazer perguntas em inglês como “Do i have any meeting for today?” (Tenho alguma reunião para hoje?) ou “Should i take an umbrela tomorrow” (Devo levar guarda-chuva amanhã?) são relativamente fáceis de pronunciar. O que o Siri faz é responder de forma direta, como se tivesse inteligência artificial avançada, complementando isso com visualizações gráficas do calendário ou da App da meteorologia, concretamente nestes casos.

 

Mas podemos ir mais longe – como o Siri também tem como base o motor de busca inteligente Wolfram Alpha, podemos fazer pesquisas na internet por voz, fazendo perguntas diretas e recebendo respostas diretas, o que pode ser uma ajuda determinante quando quisermos encontrar o restaurante mexicano mais próximo da nossa localização ou em que ano foi assinado o tratado de Tordesilhas. Coisas tão diferentes, mas possíveis e tudo usando a voz, sem que seja necessário recorrer a um motor de busca.

 

Mais na edição impressa nº 154