Quatro em um! Mario Sports Mix junta quatro desportos e convida a jogar com amigos. Acessível e intuitivo, mas sem nunca ser brilhante.
Afastem da ideia os Wii Sports e Sports Resort, pois este Mario Sports Mix está numa categoria diferente. Não procura, com a ajuda preciosa das possibilidades de sensor de movimentos da Wii, replicar o desporto em causa, mas antes oferece uma versão vagamente inspirada, mais “cartoon”, e sem usar o potencial do remoto Wii, pois é Mario Sports Mix é praticamente jogado apenas com os botões do remoto, com um abanar do comando ocasional.
Pela frente temos quatro modalidades: Basquetebol, Voleibol, Hóquei no Gelo e Dodgeball (jogo do Mata). E à disposição temos uma vasta legião de personagens do universo Nintendo: os heróis e os vilões Mario e Luigi, e as suas “nemesis” Wario e Waluigi, Yoshi, um Toad, a princesa Peach, Bowser, Donkey e Diddy Kong, etc.
E, além disto, quatro mini-jogos diferentes, cada um a ter como base um dos desportos referidos, que podem ser jogados num modo próprio ou nos modos de torneio, onde surgem intercalados com os jogos da modalidade escolhida para essa competição.
A jogabilidade é intuitiva e imediata de captar, ajudada por um tutorial que nos ensina os movimentos básicos e mais avançados (embora apenas com os básicos sejam perfeitamente acessível ultrapassar os níveis de dificuldade mais baixos, dos quatro que estão previstos). Testámos o jogo também com crianças de 5 a 9 anos e, durante uma tarde, não quiseram outra coisa. Os mais graúdos, no entanto, podem ficar desapontados com alguma falta de profundidade.

Jogar a solo rapidamente se torna pouco apetecível, e onde Mario Sports Mix se destaca é precisamente jogando em conjunto com (ou contra) outros parceiros. Podem alinhar até quatro jogadores (haja remotos para todos, claro), e podem escolher as modalidades “versus” 2vs2 ou 3vs3, sendo que os espaços vagos são ocupados por personagens controladas pelo jogo – cooperando em equipa contra os adversários, ou frente-a-frente. Todas as personagens estão disponíveis em todos os modos, o que permite uma escolha vasta consoante aqueles que são os nossos preferidos, mas sem que as escolhas influam na performance durante o jogo.
Por: Luís Carlos Sousa



É mais um dos heróis que entrou para a história dos jogos de vídeo pela mão da Nintendo. Donkey Kong, ainda que na segunda linha de celebridades face a “superstars” com Mario ou Zelda, já tem um respeitável currículo nas várias plataformas da empresa nipónica ao longo de nada menos que três décadas, pois a primeira aventura em que surge data de 1981.

De aspecto frágil e semblante atormentado, mas cujas acções decididas e enérgicas indicam o contrário, a heroína da saga Metroid dá-se a conhecer melhor em “Other M”, um jogo de acção pelo qual muitos jogadores da Wii certamente aguardavam.
Bushido, o Caminho do Guerreiro, era o código de conduta seguido pelos Samurai, guerreiros que traçaram a história do Japão durante oito séculos. Entre as regras deste código, é sabido que um samurai desonrado tinha como única forma de restaurar o seu nome cometer Seppuku, um suicídio ritual (também conhecido como hara-kiri).
Mas, uma vez em acção, o “look” manga levou a melhor, e desde samurais femininas de mini-saias garridas, a guerreiros louros e golpes avassaladores que acabam como inimigos às pazadas, lá se foi o realismo porta fora. Existem batalhas delineadas com estratégias e seguir, sendo que os modos História e Histórico chegam a entreter – no primeiro escolhemos um dos samurai à disposição e seguimos a sua caminhada rumo ao triunfo, dividida por várias missões, e no segundo criamos uma personagem própria no Dojo, seguindo uma ferramenta de customização pouco complexa, e vamos cumprindo e desbloqueando várias datas de embates históricos do Sengoku.
Com milhões de unidades vendidas no Japão, Monster Hunter Tri, para a Nintendo Wii, chegou a Portugal no final de Abril já rotulado como “fenómeno de popularidade”. A expectativa era grande e, pessoalmente, depois de me ter aventurado numa das versões para PSP, adepto dos RPG de acção e ávido de jogos para a Wii que não sigam o tradicional modelo “para toda a família”, com que a Nintendo fez escola, mal podia esperar que MH3 me viesse parar às mãos.
A mentalidade ocidental prefere jogos de “entrar a matar”, satisfação imediata. Desenganem-se. Em Monster Hunter Tri só há duas hipóteses: ou nos embrenhamos profundamente no universo, ou desistimos após poucas horas, perante a enormidade da tarefa. Não sabemos, porque não terminámos o jogo, quantas horas serão necessárias para derrotar o “boss” final do jogo, o monstro aquático Lagiacrus, mas serão certamente, umas cem. Sim, leram bem. Basta referir que para encontrar o primeiro verdadeiro monstro “a sério”, são precisas entre 8 a 10 horas de jogo, depois de muitas missões de pesca, caça, apanhar insectos, cogumelos, ervas…
Depois, temos a preparação do combate, o estudo do comportamento da presa, dos seus pontos fracos, o abastecimento de todo o material necessário para o embate, o método de tentativa e erro… Um monstro digno desse nome em MH3 demora cerca de 45 minutos a derrotar (eventualmente…), em combate “non stop”, onde o adversário não dá tréguas e por vezes chama uns amigos… A jogabilidade também não é fácil. Não que seja má, apenas procura ser realista no que respeita ao combate.